segunda-feira, 25 de junho de 2018


Foi realizada nos dias 17 a 20 de junho de 2018 em São Roque de Minas a primeira oficina de implementação da Travessia do Paredão, que vem a ser uma trilha de longo curso em uma área ainda não aberta ao público dentro do Parque Nacional da Serra da Canastra.

O Paredão da Serra da Canastra. O traçado da trilha passará no alto do paredão.  Foto: Elossandro (Caminhos da Canastra)

A oficina foi idealizada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), na pessoa do diretor do Parque Nacional da Serra da Canastra, o Biólogo Fernando Tizianel, e contou com a participação de analistas ambientais da Unidade, técnicos, condutores ambientais e receptivos locais que percorreram todo o traçado da trilha, levantando possibilidades, calculando declividades e inclinações, definindo passagens, intervenções, paradas e mirantes.

Integrantes da empreitada: Conrado Andrade (Compadres Turismo), Elossandro (Caminhos da Canastra), Alexsandro Souza (Brigada Jaguarê), Bianca Tizianel (ICMBio), Carolina Potter (ICMBio), Helder Marques (Abracanastra), Laura França (ICMBio), Zé Rodrigues (Condutor local) e a fotografa Mariana Vabo (Abracanastra), que tirou a foto.

A representante do Parque Nacional da Chapada dos Guimarães, Carolina Potter foi a coordenadora da oficina, que contou ainda com a participação de brigadistas da brigada Jaguarê, do Parque Nacional da Serra da Canastra.

O objetivo da travessia é possibilitar as pessoas de caminhar por áreas do alto do paredão da Serra da Canastra. O lema é caminhar para conservar. Este é o principal argumento das trilhas de longo curso, que vêm ganhando muito espaço no Brasil. Comum em diversos países, esse tipo de trilha se diferencia por maximizar os benefícios ambientais, sociais, econômicos e político- institucionais da proteção da natureza, sua biodiversidade, paisagens, culturas e histórias associadas.

A Trilha terá aproximadamente 24 km em seu primeiro trajeto até a Cachoeira Cascad’anta, e ainda não está aberta ao público, dependendo de outras ações para ser oficialmente aberta.

O coordenador-geral de Uso Público e Negócios do ICMBio e idealizador da Trilha Transcarioca, que liga o Pão de Açúcar a Guaratiba, no Rio de Janeiro, Pedro Menezes, diz que  “as trilhas de longo curso são equipamentos de recreação que geram emprego e renda e que também estão sendo planejadas como ferramentas de conservação, pois servem como conectores de paisagem. Esses conectores podem ser utilizados pela fauna para transitar entre unidades de conservação”.

O ICMBio, visando tornar esses trajetos mais acessíveis, acaba de aprovar, através da Portaria nº 523, o Manual de Sinalização de Trilhas para Unidades de Conservação Federais. Leia aqui.

O turismólogo Conrado Andrade, que também fez parte da equipe da implementação, comemora a decisão do ICMBio que autoriza criação da trilha: “É um momento histórico! Além de ser uma travessia linda, passando por lugares fantásticos, o novo traçado poderá se conectar aos 37km de trilhas já mapeadas e demarcadas (na Serra da Babilônia e no Vale dos Canteiros) no projeto de dissertação do meu mestrado publicado e implementado em 2016, pela UEMG”.  Leia o artigo publicado.

Sobre o Parque Nacional da Serra da Canastra

O Parque Nacional da Serra da Canastra situa-se no sudoeste de Minas Gerais, ao norte do Rio Grande – lago de Furnas e lago Mascarenhas de Morais e protege, principalmente, o bioma Cerrado.

Criado em abril de 1972, a Unidade de Conservação tem 200 mil hectares (85 mil regulamentados e 115 mil se regulamentação) e preserva as nascentes do rio São Francisco e vários outros monumentos.  O Parque possui variada beleza cênica e conta com grandes paredões de rocha onde existem várias e bonitas cachoeiras. Esse tipo de paisagem atrai adeptos dos esportes de aventura e do turismo contemplativo, entre outros, o de observação de aves silvestres.

Os pontos mais procurados são a nascente do rio São Francisco, a parte alta da Casca D’anta, primeira cachoeira do Rio São Francisco com 186 metros de altura, e sua parte baixa. Há piscinas de água muito fresca na parte superior, antes da queda, e um mirante. O parque é um divisor natural de águas das bacias dos rios São Francisco e Paraná.

Resgate final no jipe Marruá do ICMBio.

Marcações de definição do traçado da trilha.

Usando o clinômetro para definir o ponto exato do leito da trilha.

Antes de irmos para o campo, estudo técnicos de como implantar trilhas.

 

inicio de um dia de trilha

O jipe Marruá.

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